Sabrina Ferrari

Fotografia é paixão. Coisa tão enorme que aos 12 anos a Sabrina já sabia que precisava aprender, mesmo que fosse sozinha. E aprendeu, ou melhor, continua aprendendo.

É que essa filha da artista plástica, pintora, escultora e professora de História da Arte Ignez Dias Ferrari, herdou da mãe o interesse pela pintura e pelas artes. Resultado? Nunca parou de se interessar e de aprender coisas novas, tanto que também tornou-se videomaker autodidata com 14 anos. Fez Formação em Cinema na Escola Livre de Cinema, realizando um antigo sonho. Assim, encontramos em suas obras várias plataformas de mídia.

Mas a arte cedeu espaço à medicina e, em mais de 20 anos de serviço público, Sabrina aproximou-se ainda mais do ser humano, vivenciou a dor, a violência, as diferenças e levou isso para sua visão.

Com a câmera na bolsa e um desejo no coração, nem a medicina foi capaz de fazê-la abandonar a fotografia. Fotografou inclusive pacientes, muitos deles presentes em obras nas suas exposições.

Através de suas pinturas e de suas fotos, Sabrina Ferrari restaura-se, limpa-se, recupera-se da dor que presenciou e sentiu, sem nunca deixar de querer aprender. Trabalhar como artista visual transforma-se numa autocura. Suas obras são o retrato de suas vivências interiores.

Viveu na Itália, Austrália, Nova Zelandia e Peru. Viveu por um mês com os índios Kamayurá no Alto Xingu, festejando com eles o Kwarup. Viveu em um acampamento cigano.

Viveu muito, viveu intensamente, e transformou o viver, o encontrar e o aprender em obras que refletem essa comoção de ser humana e de estar nesse mundo.

Não é só fotógrafa e nem só artista visual. É um muito dos dois e, segundo uma curadora que analisou seu trabalho, em tudo o que ela faz existe um forte cunho psicanalítico. Em cada obra sua é possível encontrar elementos do Expressionismo e também um lado onírico, com imagens de um mundo fantástico.

Sabrina Ferrari é inspirada por Fellini, por Fernando Pessoa, por Hilda Hirst, Verlaine e Manuel de Barros.

Às vezes, basta um poema para que ela crie toda uma série de imagens. Quase sempre, basta estar viva para aprender que é possível olhar tudo com novos olhos.

Photography is passion. Such a big deal that by the age of twelve, Sabrina already knew she had to learn it, even if it had to be done on her own. And she did, or as it would be better said, she is still doing.

Daughter of the skillful painter, sculptress and art history teacher, Ignez Dias Ferrari, she inherited the interest for painting and other forms of art from her mother. As a result, she couldn't stop the urge to learn and explore the new, and by the age of 14 she was already a self-taught video maker.

In order to fulfill a dream, she graduated in Film Making at Escola Livre de Cinema. We can notice in her art many different media platforms being used.

But the art gave space to practice Medicine and spending more than twenty years in public service, Sabrina got even closer to human beings. She experimented pain, violence, diversity and used it to her own interpretation.

With the camera in her purse and desire in her heart, not even Medicine was strong enough to get her to quit photography. Many of her patients were even photographed and are now part of her work.

Through her paintings and photos, Sabrina Ferrari restores, cleans and recovers herself from the pain she saw and felt, never giving up the desire for learning.

Working as a visual artist became her self-healing process. Her pieces are now the portrait of her inner experiences.

She lived in Italy, Australia, New Zealand and Peru. In addition, she spent a month with the Kamayurá, (natives from Alto Xingu) celebrating the Kwarup among them. Living in a gipsy camp was also one of her remarkable experiences.

Lived greatly, intensely and transformed the finding and learning in pieces that reflect an emotion of being human and a part of this world.

Not just a photographer nor just a visual artist. It’s a whole lot of both, and according to a curator who evaluated her work, everything she does is intimately related to psychoanalysis.

Elements of the Expressionism are found in Sabrina’s work, as well as an oneiric side, with images of a fantastic world.

Sabrina Ferrari is inspired by Fellini, Fernando Pessoa, Hilda Hirst, Verlaine and Manuel de Barros.

Sometimes all it takes it's a poem to instigate her creativity into a series of images. In most cases, being alive is all it takes for us to realize we can look at everything with different eyes.

Sabrina Ferrari

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